sábado, 28 de janeiro de 2012

Copos de Cerveja: o Yard

Já pensou em tomar uma cerveja em um tubo de ensaio? Bem, é mais ou menos isso que se sente quando se usa o yard. Desenvolvido por Pauwel Kwak, conteporâneo de Napoleão Bonaparte, possibilitava que o mesmo fosse encaixado nas carruagens para que os cocheiros pudessem tomar cerveja do lado de fora do bar. Na época, não era permitido a eles frequentarem esses estabelecimentos. Claro que o Sr. Kwak era dono de bar, cervejeiro e empreendedor. O desenho do copo o permitia ser fixado em uma pinça de madeira, presente tanto no suporte do copo para a mesa, quanto nas carruagens.

Com quase um metro de altura, ele hoje é muito utilizado em competições, principalmente na Alemanha, Inglaterra, Áustria e Nova Zelândia. O desafio é beber todo o conteúdo em um menor tempo possível. A dificuldade está nos últimos goles, quando a cerveja que está na parte redonda do fundo, em maior volume, desce e dificulta beber sem entornar.

Fonte: internet e Larouse da Cerveja - Ronaldo Morado.

sexta-feira, 27 de janeiro de 2012

Os Melhores de 2011, segundo Rodrigo Lemos

Fonte: Blog do BOB, Estadão.com
Rodrigo Lemos (Foto: Arquivo pessoal)

Veja os votos de Rodrigo Lemos, do blog BeerArchitecture, de Belo Horizonte (MG):

Melhor lager nacional
Bamberg Camila Camila. Na minha opinião, a bohemian pilsner feita no Brasil que mais se aproxima das tchecas, com destaque para o equilíbrio malte/lúpulo, perfeito. Além disso, é uma homenagem bem bacana ao nosso companheiro de cultura cervejeira Sady Homrich e sua banda Nenhum de Nós.

Melhor ale nacional
Seasons Green Cow IPA. Bem feita, equilibrada, tudo no lugar certo. É o tipo de IPA de que eu gosto.

Melhor lager importada para o Brasil
Harviestoun Schiehallion. Uma delícia aromática, de excelente drinkability e lupulagem maravilhosa. Gosto de cervejas que conseguem ser complexas e aromáticas por meio de uma lupulagem bem planejada, que é o caso dela.

Melhor ale importada para o Brasil
Rodenbach Grand Cru. Achei a vinda dela importantíssima, porque é uma das melhores cervejas do mundo, de um estilo do qual quase não tínhamos representantes por aqui. Ela tem uma acidez viciante, que é desafiadora para quem não está habituado a este tipo de cerveja, mas que faz com que você não consiga se desgrudar do copo.

Melhor cerveja caseira
Melhor responder logo, pois está todo mundo se formalizando por aqui e virando empresa: Jambreiro Bâdil, brown ale do amigo Humberto Mendes. Saborosa, com perfil de maltes delicioso. Da série favoritas da casa.

Melhor cerveja de 2011
Brooklyn Sorachi Ace. O aroma e a lupulagem dessa cerveja me deixaram desnorteado. Impressionante o quanto ela é cítrica, aromática e complexa. Há muito tempo uma cerveja não me impressionava tanto no quesito aroma.

Novidade do ano
Vou puxar a sardinha para o meu prato: o Beer Tour, que surgiu da vontade de dar acesso, principalmente ao público leigo e iniciante, aos locais responsáveis pela cena cervejeira em Minas Gerais e no Brasil, abrangendo os principais aspectos da cultura cervejeira (cervejarias, bares, lojas etc). Espero que a cultura cervejeira esteja cada vez mais atrelada à gastronomia e ao turismo daqui pra frente.

Melhor fato cervejeiro
O mercado brasileiro está começando a atingir a sua maturidade, e isso se traduz no maior número de prêmios ganhos pelas cervejarias nacionais, no aumento e diversificação da oferta de cervejas, na formalização dos cervejeiros caseiros e até mesmo nas divergências de opinião, oriundas dos diferentes pontos de vista de profissionais com formações diferentes dentro do mercado, que, desde que conduzidas com respeito, são muito saudáveis.

Pior fato cervejeiro
Acho que está sendo unânime: a postura “preciso me dar bem a qualquer custo” de uma parcela do nosso meio, tanto de iniciantes quanto até mesmo de pessoas já estabelecidas, que tem levado a todo tipo de prática torpe, e a consequente ação de oportunistas que querem virar figuras proeminentes no meio ou especialistas em três meses. Essa “pressa” e ganância são o que mais têm atrapalhado o mercado. Falta humildade, serenidade e colocar a paixão pela cerveja em primeiro lugar. Prova de que há muita gente imatura ou oportunista no meio. Por sorte, ainda temos muitos que alimentam essas três qualidades que citei.

quinta-feira, 26 de janeiro de 2012

Confece 2012: Aniversário de 05 anos

Agende-se: 03 de Março, na Casa Bernardi, das 13 as 20:00h. Música, petiscos e muita cerveja de qualidade! 
Mais informações no blog da CONFECE e em breve, aqui, no Espaço Vinil. 

Coluna no Estado de Minas de 15 de Janeiro, por Helvécio.

No Hoje em Dia, por Gustavo Mendicino.

quarta-feira, 25 de janeiro de 2012

Mais uma gelada, por favor!

Com diversas fábricas de produção artesanal, Belo Horizonte está se tornando a capital das cervejas especiais no Brasil

Fonte: Portal BH
Produto da Cervejaria Falke Bier, localizada na região metropolitana de BH (Foto: Divulgação)

Breja, loirinha, loira gelada, cerva ou simplesmente uma gelada. São muitos os apelidos para a cerveja, uma das bebidas mais antigas da humanidade. Conhecida mundialmente, a cerveja é pedida certa nas festas, baladas e churrascos brasileiros. Mas o que muita gente ainda não conhece são as cervejas especiais, feitas artesanalmente ou em microindústrias que, segundo especialistas, proporcionam um sabor muito melhor.

Com o lema “Beber menos, mas beber melhor”, os apaixonados pela cerveja artesanal garantem que quem conhece o sabor deste tipo de bebida não aceita beber a de outra modalidade. Em Belo Horizonte, o movimento dos apaixonados pela cerveja elaborada em pequenas indústrias começou há pouco mais de cinco anos. Hoje, há quem diga que a cidade está sendo considerada a segunda Bélgica, no que se refere à produção de cervejas especiais.

Segundo o cervejeiro Marco Falcone, um dos sócios da Falke Bier, a capital mineira está se tornando referência na produção de cerveja especial no Brasil. “São 70 fábricas de produção caseira, associadas a ACervA, e outras 10 microindústrias, conveniadas ao Sindbebidas. Os cervejeiros daqui não têm medo de inovar. Muitas cervejas produzidas em Belo Horizonte não existem em nenhum outro lugar do mundo”, afirma.


José Felipe Carneiro, cervejeiro da Wals, também destaca a produção da capital mineira. “A história da cervejaria em BH e região metropolitana começou com os cervejeiros caseiros, que faziam a bebida em casa, na panela. Eles perceberam uma excelente oportunidade para crescer e, hoje, estão à frente de microcervejarias famosas pela qualidade. A produção da bebida na nossa região já faz de BH a capital das cervejas especiais do Brasil”, acredita.

De acordo com Falcone, o consumo deste tipo de produto no Brasil tende a crescer 15% ao ano, ao passo que o da bebida industrializada cresce, em média, de 3 a 4% no mesmo período. “Hoje, o brasileiro consome, em média, 50 litros de cervejas especiais por ano. Com o aparecimento das microindústrias, esse número tende a aumentar. Há um espaço muito grande para o ramo. E Belo Horizonte vai acompanhar esse crescimento”, especula.

Dez microcervejarias na capital e região metropolitana produzem a bebida, mas apenas quatro a engarrafam: Falke Bier, Wals, Backer e Krug Bier/Áustria. “Todas elas já têm projeção nacional”, revela Falcone.

Sabor e cultura

O cervejeiro ainda explica que a cerveja artesanal é muito mais que uma simples bebida. É também cultura. “Cada tipo de cerveja combina mais ou menos com um tipo de comida. Então, esse movimento é muito mais que apenas beber, é também degustar, sentir aromas e sabores diferenciados – o que, na bebida industrializada, é impossível de se fazer”.

Como o objetivo é levar cultura e não apenas cerveja, as microcervejarias já estão construindo verdadeiros espaços culturais. A Adega Cultural de Cerveja, da Wals, já está quase pronta. Carneiro conta que o espaço será destinado para mostrar um pouco das peculiaridades da bebida. “Esse espaço será para visitação, onde o visitante vai poder degustar as cervejas produzidas pela Wals, além de conhecer um pouco dos processos de fabricação”. A adega será aberta ao público, aos sábados e domingos. As inscrições podem ser feitas pelo site www.wals.com.br.

Falcone também abre sua fábrica para visitação. Na Falke Bier, existe um espaço, no qual são ministrados cursos de degustação da cerveja especial. “Esse ambiente foi construído para os nossos cursos e testes. Aqui degustamos cervejas do Brasil inteiro. Além disso, abrimos também para visitações. É um prazer receber pessoas que admiram a bebida como nós”, orgulha-se.

Dedicação no preparo

Tanto a Falke Bier quanto a Wals possuem cervejas mais do que especiais. A Monasterium e a Vivre pour Vivre, da Falke, são famosas não só pelo sabor, mas também pelo modo de preparo. Segundo Falcone, a Monasterium, uma cerveja Belgian Srtong Ale, vencedora do prêmio Award 2008 como produto inovador, leva até seis meses para ficar pronta. “Todo o processo é muito peculiar. Ela é refermentada na garrada e maturada em uma adega subterrânea ao som de canto gregoriano”, revela.

Já a Vivre pour Vivre, uma cerveja Fruit Bier, utiliza jabuticaba na elaboração. Falcone revela que ela é única no mundo e leva três anos para chegar pronta ao consumidor. A sua peculiaridade é tanta que a produção é limitada: apenas 600 garrafas por ano. “Essa cerveja é muito especial. O nome é inspirado no filme Vivre pour Vivre. Eu queria fazer uma cerveja inédita que, ao mesmo tempo, fosse bem brasileira. Então, decidi utilizar a jabuticaba. Ficou fantástico!”, afirma.

Já a cervejaria Wals, tem a Wals Brut como “xodó”. De acordo com Carneiro, essa é uma cerveja Champenoise, que segue os mesmos modos de preparo do Champangne. “A Wals Brut leva nove meses para ficar pronta. Produzimos apenas 200 garrafas por ano. Temos uma lista de espera de mil pessoas querendo a nossa cerveja”, revela.

Cerveja especial X Cerveja industrializada

As cervejas da Grimor, nº3 - Amber Lager e nº21 - Herb Beer com pétalas de hibisco.

Tanta dedicação para produzir um único tipo de cerveja não poderia originar um resultado diferente. Os preços das cervejas especiais chegam a ser bem mais altos do que os da cerveja industrializada. Mas os cervejeiros não vêm nisso é um empecilho para a venda do produto. “Se você gasta R$30 com seis ou sete garrafas de cervejas industrializadas, você pode optar por tomar três especiais e gastar o mesmo valor. Porém, terá bebido algo de maior qualidade e infinitamente mais saboroso”, compara Carneiro.

Para Falcone, o lema “Beber menos, mas beber melhor”, diz bem qual é a grande diferença entre as bebidas. “A cerveja especial está muito ligada ao gourmet, ao sabor, aos aromas. A qualidade é muito maior. Quem toma cerveja especial não tem a intenção de ficar bêbado, mas sim de degustar, de sentir a qualidade diferenciada”.

As meninas da CONFECE também concordam. “Quando optamos por uma cerveja especial, optamos por uma bebida de qualidade superior. A gente aprende a tomar cerveja e a sentir todas as sensações que ela proporciona”, comenta Ludmilla Fontainha, que faz parte da confraria formada só por mulheres.

quinta-feira, 19 de janeiro de 2012

7 empreendedores que faturam com cervejas artesanais

Matéria da Exame.com sobre empreendedorismo e cervejas artesanais. A mineira Wäls está entre os sete. Veja o artigo diretamente do site clicando aqui
Os irmãos José Filipe e Thiago Carneiro, da Wäls.

segunda-feira, 16 de janeiro de 2012

Produção de cerveja cresce 3,3% em 2011


Fonte: Lílian Cunha em Blog do Estadão 12 de janeiro de 2012

Em um ano com reajuste de impostos para bebidas e salário mínimo sem aumento real, a indústria de cervejas no Brasil não esperava bons resultados. A expectativa de 2011 era igualar a produção à do ano anterior. Previa-se até queda. Os mais recentes dados do Sistema de Controle de Produção de Bebidas (Sicobe) da Receita Federal, contudo, mostram aumento de 3,37% no volume fabricado no País.

É a primeira vez, desde que o Sicobe foi implantado no primeiro trimestre de 2009, que é possível comparar a produção de um ano com o outro. Os números da Receita, considerados os mais precisos do mercado, mostram que a produção alcançou 13,3 bilhões de litros — 433 milhões a mais que os 12,8 bilhões de litros de 2010. As cervejas especiais, segundo especialistas, foram as responsáveis por salvar o ano.

“As classes C e D continuam consumindo mais cerveja, mas as marcas mais baratas. Nesse cenário, o que a classe B faz? Busca um diferencial que, no caso, são as cervejas especiais ou premium”, diz Adalberto Viviani, especialista da Concept Consultoria, focada no setor de bebidas.

Viviani explica que nesse segmento estão marcas de cervejas artesanais — ou “gourmet” –, feitas com malte puro, como a Colorado, de Ribeirão Preto. Produtos menos elaborados, com cereais não maltados (milho, arroz) – mas com posicionamento de preço acima das marcas populares – também fazem parte desse grupo. A Budweiser, da Ambev, e a Devassa, da Schincariol (Kirin) são um exemplo.

Essas cervejas são as que devem apresentar maior ritmo de crescimento também em 2012, segundo análise do Banco Fator. “O aumento no consumo de produtos premium será o grande diferencial de resultados nos próximos anos, concomitantemente ao crescimento total de volume de cerveja”, diz um relatório da instituição.

Recorde
“Não temos os números do ano fechados ainda, mas com certeza serão bons porque batemos recordes de produção em outubro e novembro”, diz Patrick Zanello, mestre cervejeiro da Colorado.

“Chegamos a 100 mil litros ao mês, marca que nunca alcançamos”, completa ele. A cerveja Paulistânia, produzida pela importadora Bier & Wein em parceria com a indústria de bebidas Contini, também teve alta de vendas em 2011. “Crescemos 55% em volume”, diz Marcelo Stein, diretor da Bier & Wein.

Estrangeiras
As importações de cerveja, de acordo com Stein, bateram recordes no ano passado. Citando números oficiais, Stein afirma que a importação saltou de 22,1 milhões de litros em 2010 para 44,4 milhões de litros em 2011.

Os maiores volumes, afirma, foram trazidos por grandes cervejarias globais com atuação no Brasil, como Ambev (Anheuser-Bush InBev) e Heineken. Os países de origem da maior parte das importações são a Holanda, Uruguai, Argentina e México.

Na Bier & Wein, uma das maiores e mais antigas importadoras do País, os volumes cresceram 30% em relação a 2010. “Os brasileiros estão aprendendo a cultura da cerveja e descobrindo novos sabores”, declara Stein.

Juntas, importadas e especiais, essas cervejas representam de 4% a 6% do consumo nacional, conforme estimativas do setor. “Nos próximos três ou cinco anos, esse porcentual deve chegar a 9%, afirma Viviani.